terça-feira, setembro 02, 2008

O Bingo das Reuniões

Colega:
Costuma dormir durante as reuniões? Sente um tédio imenso com toda a panóplia de reuniões a que o obrigam e que não servem para nada? Chegou o método eficaz para combater esses problemas! O BINGO DAS REUNIÕES!Imprima o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X). Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar " BINGO"!!!

Planificação Alunos Objectivos Estudo Disciplina
Reunião Pais Substituição Educação Estratégia
Apoio Ministério Educandos Competências Recuperação
Optimização Avaliação Curricular Titulares Recursos
Resultados Paradigma Projecto Implementação Integração

Testemunho de jogadores satisfeitos:
1. "A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";
2. "A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões";
3. "A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 professores estavam à espera de preencher a 5ª casa";
4. "O director de turma ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar "BINGO", pela 3ª vez numa hora";
5. "Agora, vou a todas as reuniões da minha escola, mesmo que não me convoquem".
Autor desconhecido.Recebido por email

Calendário Escolar 2008/09

Calendário EscolarCalendário Escolar 2008/2009 - Ensino Básico e Secundário2008-06-26

1.º período - início entre 10 e 15 de Setembro de 2008 (as aulas depois de iniciadas não podem ser interrompidas);- termo em 18 de Dezembro
2.º período - início em 5 de Janeiro de 2009;- termo em 27 de Março
3.º período - início em 14 de Abril;- 9 de Junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos e 19 de Junho para os restantes anos de escolaridade.

Interrupções das actividades lectivas:

1.ª interrupção - de 19 de Dezembro a 4 de Janeiro de 2009, inclusive
2.ª interrupção - de 23 a 25 de Fevereiro, inclusive
3.ª interrupção - de 28 de Março a 13 de Abril, inclusive.

O Dia do Diploma celebra-se pela primeira vez a 12 de Setembro de 2008.

"Farpas" II

O atestado médico

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante. Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI. O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente. Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente. Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles se divorciam ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

José Ricardo Costa (Professor de Filosofia e colaborador do jornal “ O Torrejano”)

"Farpas" I

A SUPERESCOLA (ou o retrato da escola portuguesa)

"Onde estão as melhores escolas do mundo? Claro! Está certo! Em... Portugal
Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, Ensino Básico.
Ah, é verdade, Ensino Básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente! DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES
1. Língua Portuguesa
2. História
3. Língua Estrangeira I - Inglês
4. Língua Estrangeira II - Francês
5. Matemática
6. Ciências Naturais
7. Físico-Químicas
8. Geografia
9. Educação Física
10. Educação Visual
11. Educação Tecnológica
12. Educação Moral R.C.
13. Estudo Acompanhado
14. Área Projecto
15. Formação Cívica
É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 15
Carga horária = 36 tempos lectivos
Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?
Somos demais, mesmo bons!
MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!!
A Escola ainda integra
*alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso;
*alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso; não esquecer os outros alunos, atestado-médico-excluídos, que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
*alunos oriundos de outros países que, por as mais das vezes não falam um cu de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer cu;
Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

* Currículos Alternativos

* Percursos Escolares Próprios

* Percursos Curriculares Alternativos

* Cursos de Educação e Formação

MAS AINDA HÁ MAIS...

A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:
* Educação sexual
* Prevenção rodoviária
* Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.
* Preservação do meio ambiente
* Prevenção da toxicodependência
'peço desculpa por interromper, mas... em Portugal são todos órfãos? (possível interpolação do ministro da educação da Finlândia)
Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores!
Uma cambada de selvagens e incompetentes, que não merecem o que ganham, trabalham poucas horas (Comparem com os alunos! Vá! Vá! Comparem!!!) Tem muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados! Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam atentos e calados na sala de aula, etc... e depois ainda ficam aborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito! Olha que há cada uma!
COM FRANQUEZA!!!"

Desconheço o autor desta "ternurinha",recebi-a por email. Achei um piadão!

segunda-feira, setembro 01, 2008

Ano Lectivo 2008/09 - Abertura

Começou com uma reunião geral de pessoal docente e não docente, como sempre. A diferença é que havia mais colegas reformados e bastantes outros já com o olhar distante e distraído porque a reforma está quase, quase aí. Eu ainda não estou nesse grupinho, mas confesso que me custou bem menos esta "rentrée"... É que a partir deste ano posso bater a porta quando me apetecer. Vamos ver quem é mais teimosa, eu ou a ministra.

terça-feira, julho 15, 2008

Encerramento do Ano Lectivo

Fizemos todas as reuniões que se justificavam (e não mais uma série delas inventadas só para justificar a nossa presença na Escola todos os dias, como aconteceu em anos anteriores).
Fizemos actas, relatórios, inventários, distribuição de serviço, constituição de turmas.
Arrumámos cacifos, "limpámos" dossiers, eliminámos tralha dos armários, mandámos "Kgs." de papel para a reciclagem.
Houve um jantar de encerramento de final de ano e um almoço do meu Departamento.
Hoje entreguei o último relatório, o da D. de Turma, e não tenho mais serviço distribuído.
Por isso, nada mais havendo a tratar, dou por encerrado o ano lectivo de 2007/08, que lembrarei sempre com grande mágoa. Este foi o ano em que perdi um querido colega e grande amigo - o Luís.
Queria férias, precisava de férias e agora, que estou finalmente em férias...não sei o que fazer delas!

quinta-feira, julho 10, 2008

domingo, junho 01, 2008

Maio 2008! Para esquecer...

Ciclone Nargis na Birmânia, terramotos na China, milhares de mortos, feridos e desalojados. Como é que me posso queixar do vento, da chuva e do friozinho que por cá se fez sentir? Os aumentos da gasolina arrefeceram as nossas bolsas, mas esquentaram os ânimos...
O Luís partiu, no dia 16. Ainda não consigo entrar na sala e aceitar que ele não está lá nem vai entrar de um momento para o outro e alegrar-nos o intervalo e as horas "mortas" de TE e AS.

quinta-feira, maio 29, 2008

Homenagem ao Luís




Foi ontem, à tarde, no recinto da Escola. Houve missa, leitura de textos e poemas e muitas lágrimas de saudade.



quinta-feira, maio 22, 2008

No ...


há uma flor a menos. Está certamente num outro mais belo, mas deixou uma grande tristeza em muitos de nós. Nunca te esqueceremos, Luís!

terça-feira, abril 29, 2008

25 de Abril no Jardim



Trabalhos dos alunos do CEF / Azulejaria

quarta-feira, abril 23, 2008

Dia Mundial do Livro - 23 de Abril

" O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão."
DGLB (via Internet)

terça-feira, abril 22, 2008

22 de Abril - Dia da Terra


O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de Abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data. Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 biliões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 biliões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogénio, oxigénio, arménio e outros gases.Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectónicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição actual dos continentes.O relevo da Terra é influenciado pela acção de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, acção do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar.

Vítor M. 2005 aqui

domingo, abril 20, 2008

"Entendimentos"


Comecemos por uma questão semântica: entendimento e acordo são vocábulos sem diferenças, do ponto de vista da significação, que justifiquem o esforço da Plataforma Sindical para os distinguir. Vão a um bom dicionário. No contexto que "aproximou" sindicatos e ministério, são sinónimos. Mas se essa fosse a questão, então capitular dirimia o conflito. E não estou a ser irónico. Voltem a um bom dicionário. Posto isto, passemos ao que importa: ministério e sindicatos acertaram, concertaram sob determinadas condições. No fim, os sindicatos cantaram vitória.
Permitam-me que invoque alguns argumentos para desejar que os sindicatos não voltem a ter outra vitória como esta. A actuação política deste Governo e desta ministra produziu diplomas (estatuto de carreira, avaliação do desempenho, gestão das escolas e estatuto do aluno) que envergonham aquisições civilizacionais mínimas da nossa sociedade.
A rede propagandística que montaram procurou denegrir os professores por forma antes inimaginável. Cortar, vergar, fechar foram desígnios que os obcecaram. Reduziram salários e escravizaram com trabalho inútil. Burocratizaram criminosamente. Secaram o interior, fechando escolas aos milhares. Manipularam estatísticas. Abandalharam o ensino com a ânsia de diminuir o insucesso. Chamaram profissional a uma espécie de ensino cuja missão é reter na escola, a qualquer preço, os jovens que a abandonavam precocemente. Contrataram crianças para promover produtos inúteis. Aliciaram pais com a mistificação da escola a tempo inteiro (que sociedade é esta em que os pais não têm tempo para estar com os filhos? Em que crianças passam 39 horas por semana encerradas numa escola e se aponta como progresso reproduzir o esquema no secundário, mas elevando a fasquia para as 50 horas?). Foram desumanos com professores nas vascas da morte e usaram e deitaram fora milhares de professores doentes (depois de garantir no Parlamento que não o fariam). Promoveram a maior iniquidade de que guardo recordação com o deplorável concurso de titulares. Enganaram miseravelmente os jovens candidatos a professores e avacalharam as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão. Perseguiram. Chamaram a polícia. Incitaram e premiaram a bufaria. Desrespeitaram impunemente a lei que eles próprios produziram. Driblaram as leis fundamentais do país. Com grande despudor político, passaram sem mossa por sucessivas condenações em tribunais. Fizeram da imposição norma e desrespeitaram continuadamente a negociação sindical. Reduziram a metade os gastos com a Educação, por referência ao PIB.
No que era essencial, no que aumentaria a qualidade do ensino, não tocaram, a não ser, uma vez mais, para cortar e diminuir a exigência e castrar o que faz pensar e questionar. A questão que se põe é esta: por que razão esta gente, que tanto mal tem feito ao país e à Escola, que odeia os professores, que espezinhou qualquer discussão ou concertação séria, que sempre permaneceu irredutível na sua arrogância de quero, posso e mando, de repente, decidiu "aproximar-se" dos sindicatos?
A resposta é evidente: porque os 100.000 professores na rua, a 8 de Março, provocaram danos. Porque a campanha eleitoral começou a reparar os estragos para garantir mais quatro anos. O tempo e a oportunidade política da plataforma sindical aconselhava uma firmeza que claudicou.
Porque quem estava em posição de impor contemporizou. Porque de um dia para o outro se esqueceram as exigências da véspera. Porque quem demandou a lei em tribunal pactuou com uma farsa legal. Porque quem acusou de chantagem acabou a negociar com o chantagista. Porque quem teve nos braços uma unidade de professores nunca vista pensou pouco sobre os riscos de a pôr em causa.
É verdade que os sindicatos ganharam uns trocos. Mas o lance não era para trocos. Era para devolução integral: da dignidade perdida. Aqui chegados, permitam-me a achega: pior que isto é não serem capazes de superar isto. E lembrem-se de Pirro, quando agradeceu a felicitação pela vitória: " Mais uma vitória como esta e estou perdido".


Santana Castilho, Professor do Ensino Superior